O que é biometria? – White Paper

“Biometrics are our most unique physical (and behavioral) features that can be practically sensed by devices and interpreted by computers so that they may be used as proxies of our physical selves in the digital realm. In this way we can bond digital data to our identity with permanency, consistency, and unambiguity, and retrieve that data using computers in a rapid and automated fashion.”
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Modalidades Biométricas

Muito é feito sobre a amplitude das modalidades biométricas e a pesquisa de biometrias novas e exóticas (orelha, modo de andar, odor, etc.) são inevitáveis. As modalidades comprovadas em campo e em implantações de larga escala, são impressões digitais, rosto, íris e voz. Essas são as modalidades de biometria que, atualmente, melhor atendem nossos testes quanto à unicidade, permanência e consistência, ao mesmo tempo em que também é condutiva para a captura por meio de sensores de maneira prática em termos de ergonomia e economia. As técnicas1 proprietárias que também foram implantadas incluem vascular (veias da palma da mão e dos dedos) e geometria da mão.

A biometria, por natureza, é basicamente uma análise estatística, portanto:

  1. quanto mais dados temos em uma amostra biométrica (ou conjunto de amostras), maior é a probabilidade de ela ser única,
  2. sempre há a probabilidade de que duas pessoas diferentes gerarão amostras biométricas muito similares ou equivalentes, e
  3. sempre há a probabilidade de um falso matching ou um falso não matching (erro de Tipo I ou II) resultar de uma comparação biométrica.

Algumas modalidades biométricas são menos permanentes com o decorrer do tempo do que outras, e algumas são mais difíceis de se apresentar e de se obter de forma consistente. Algumas têm uma tendência maior a apresentar problemas na qualidade da amostra.

Não existe uma modalidade biométrica perfeita; cada uma delas tem vantagens e desvantagens para uma determinada aplicação. Por exemplo, talvez a característica mais diferenciadora das impressões digitais como uma modalidade é que evidências são deixadas em uma cena de crime em forma de “latentes” (p. ex., impressões digitais em um vidro). Dentre as modalidades, íris talvez seja a mais consistente, densas em termos de informações e “parecidas com um código de barras”. As imagens faciais se destacam, porque são a modalidade biométrica que os humanos se distinguem em comparação e, portanto, podemos integrar o reconhecimento com base em uma interface homem-máquina. Além disso, as imagens faciais são abundantes no mundo digital e também podem ser coletadas secretamente à distância. A voz é notável por ser comportamental bem como física e, portanto, as amostras disponíveis de uma determinada pessoa são abundantes.

Mesmo quando nossas amostras biométricas são únicas, permanentes e consistentes e fisicamente associadas a nós, os sensores e os algoritmos que disponíveis para adquiri-las e analisá-las são imperfeitos. Os sensores introduzem distorção óptica e elétrica. Informações são perdidas à medida que os dados são convertidos de analógicos para digitais e novamente quando o sinal digital é compactado. As taxas de amostragem (resolução espacial no domínio digital) afetam significativamente a qualidade das amostras biométricas. Os algoritmos projetados para extrair “templates” para matching por um computador a partir de uma amostra, variam significativamente quanto à precisão e ao desempenho, da mesma forma que algoritmos e sistemas usados por computadores para avaliar rapidamente sua similaridade. Máquinas são boas em processamento de sinais automatizados, razoavelmente precisas e muito rápidas e em comparação de templates, mas não têm a capacidade humana de percepção, analisar e caracterizar visualmente a similaridade de duas amostras. Contudo, nosso corpo físico fornece muitos recursos que são adequados para comparação e pequisa biométrica, e os avanços nas tecnologias modernas de detecção e computação continuam aprimorando a capacidade de uma máquina executar a identificação biométrica de forma extremamente rápida e precisa.

Neste documento, “proprietária” significa que o software de captura e correspondência e o periférico de hardware de captura são inextrincavelmente interdependentes.

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