Por Brian Krause
A Conferência Educacional Anual da Associação Internacional de Identificação (IAI) é sempre uma oportunidade valiosa para ouvir diretamente das agências forenses na linha de frente. No evento de 2025, uma mensagem soou em alto e bom som: enquanto a ciência da biometria continua avançando, os sistemas legados que a suportam precisam de modernização.
Como alguém que passou anos trabalhando com agências e líderes de tecnologia, saí da conferência com uma convicção renovada de que o ecossistema de identificação biométrica deve evoluir mais rapidamente para atender às necessidades daqueles que dependem dele todos os dias.
Modernização e nuvem: Mais do que uma palavra da moda
As agências estão prontas para se modernizar e veem a infraestrutura em nuvem como o caminho a seguir. Mover os sistemas AFIS/ABIS para organizações municipais de tecnologia e para a nuvem não só agiliza a implementação e as atualizações, mas também protege os investimentos para o futuro.
Na Aware, há muito tempo acreditamos que os sistemas biométricos devem ser tão ágeis quanto os investigadores que dependem deles. As soluções nativas da nuvem não se referem apenas à eficiência; elas se referem à resiliência, à escalabilidade e à garantia de que as ferramentas essenciais nunca fiquem atrás da missão.
Financiamento: Por que a desconexão?
Um dos temas mais intrigantes da IAI foi o financiamento. Apesar do inegável impacto da análise biométrica na solução de crimes e na remoção de indivíduos perigosos de nossas comunidades, os orçamentos continuam sendo uma barreira.
Essa desconexão sinaliza um problema mais amplo: quando o valor comprovado da tecnologia não se alinha com as prioridades de financiamento, as comunidades perdem. Precisamos articular melhor o retorno do investimento, não apenas em dólares economizados, mas em vidas protegidas.
O suporte é mais importante do que nunca
Talvez a maior frustração manifestada pelas agências tenha sido em relação ao suporte, ou à falta dele. Muitos provedores estão deixando os clientes para trás, com as agências citando baixa capacidade de resposta, pouco cuidado proativo e uma sensação de que suas necessidades são secundárias.
Isso é inaceitável. A tecnologia é apenas uma parte da equação; a parceria é a outra. O suporte ao cliente não é uma linha de serviço, mas uma responsabilidade. As agências merecem um provedor que esteja ao lado delas, e não um que desapareça após a implementação.
Sistemas estatais: Escalável, mas limitado
Muitos órgãos estão se apoiando em sistemas AFIS/ABIS estatais como uma solução econômica. Embora isso faça sentido em um nível de escala, nem sempre é suficiente. O crime é local e os órgãos sempre relataram frustração com os tempos de busca, as limitações de dados e as lacunas de acesso.
O futuro está nas abordagens híbridas - aproveitando a escala dos sistemas estaduais e, ao mesmo tempo, permitindo que os órgãos locais mantenham a velocidade e a especificidade necessárias para agir de forma decisiva.
Interoperabilidade: A próxima grande oportunidade
O item da "lista de desejos" que ouvimos com mais frequência? Interoperabilidade. As agências querem poder consultar bancos de dados locais antes de passar para pesquisas em nível estadual. Esse desejo não se trata apenas de conveniência, mas de eficiência e Precisão nas investigações.
O mercado de AFIX/ABIS precisa responder criando soluções que eliminem os silos e, ao mesmo tempo, protejam a integridade e segurança dos dados. A interoperabilidade não é algo agradável de se ter, mas um item obrigatório para a próxima geração de tecnologia de segurança pública.
O caminho da frustração para a inovação voltada para o futuro
A conferência da IAI de 2025 ressaltou o que muitos de nós já sabemos: a modernização não é mais opcional. As agências estão prontas para sistemas interoperáveis baseados em nuvem e apoiados por provedores que as tratam como verdadeiros parceiros. O desafio - e a oportunidade - para todos nós nesse espaço é entregar. Os fornecedores precisam estar comprometidos em liderar essa tarefa, ajudando as agências a se modernizarem com confiança, investirem com sabedoria e receberem o cuidado e a parceria que merecem. Porque, no final das contas, não se trata apenas de tecnologia. Trata-se de capacitar aqueles que mantêm nossas comunidades seguras.