No Identiverse 2025, a Aware se juntou a milhares de líderes das áreas de identidade e segurança em Las Vegas para apresentar as mais recentes inovações em tecnologia biométrica. Da prevenção de fraudes e conformidade à experiência do usuário e à segurança corporativa, a Aware demonstrou como a autenticação biométrica está resolvendo os desafios mais urgentes da atualidade em matéria de identidade — de forma segura e integrada.
Como parte do evento, o CEO da Aware, Ajay Amlani, conversou com Adrian Sanabria, da Cyber Risk TV, em uma entrevista ao vivo para um podcast, realizada no pavilhão da exposição. A conversa abordou diversos temas, desde as origens dos padrões biométricos até o impacto da IA nos sistemas modernos de identidade.
Aqui estão os principais pontos da sessão:
30 anos de experiência em biometria
Ajay deu início à conversa compartilhando a trajetória da Aware — uma empresa que surgiu a partir das necessidades do governo e do rigor científico. Inicialmente encarregada pelo FBI de criar um padrão comum para impressões digitais, a Aware passou três décadas aperfeiçoando tecnologias biométricas que abrangem o reconhecimento de impressões digitais, rosto, íris e voz.
“Temos sido o parceiro de referência para implantações biométricas em grande escala, apoiando órgãos federais há décadas. Agora, o setor privado está entrando nessa onda — e este é um momento empolgante.” — Ajay Amlani
O rosto é o futuro: sem atrito e familiar
Embora a impressão digital ainda tenha seu papel — especialmente nas forças de segurança —, Ajay observou uma mudança acentuada em direção ao reconhecimento facial como a modalidade biométrica preferida. Por quê?
- Sem contato e intuitivo: não é necessário hardware adicional nem contato físico.
- Alta aceitação por parte dos usuários: os consumidores já estão acostumados a desbloquear os celulares usando o reconhecimento facial.
- Qualidade de câmera amplamente difundida: a maioria dos smartphones hoje oferece resolução e detecção de profundidade suficientes para suportar a comparação biométrica avançada.
Ajay destacou que as pessoas utilizam naturalmente o reconhecimento facial no dia a dia — seja ao serem cumprimentadas com um “o de sempre” em uma cafeteria, seja ao serem reconhecidas por um colega. A tecnologia está simplesmente reproduzindo essa interação, em grande escala e com segurança.
Liveness Detection: O antídoto contra o deepfake
Uma constatação importante da sessão foi a crescente ameaça representada pelos deepfakes e pelas identidades sintéticas. Com os recursos da IA generativa se tornando cada vez mais acessíveis, os adversários agora dispõem de ferramentas poderosas para falsificar sistemas de identificação.
“Os invasores estão criando deepfakes para imitar pessoas reais — e compartilham as melhores práticas. Para proteger os sistemas, precisamos de um liveness detection o que confirme se há um ser humano real e presente do outro lado.” — Ajay Amlani
O investimento da Aware em tecnologia de reconhecimento facial passivo ( liveness detection ) — para ajudar a garantir que a pessoa que está se cadastrando seja real, esteja viva e não seja uma falsificação, sem exigir comandos específicos de movimento, como piscar ou virar a cabeça — é fundamental para sua abordagem, tanto para clientes governamentais quanto para clientes corporativos.
Repensando a MFA: a biometria como fator unificador
Historicamente, a autenticação multifatorial (MFA) envolvia:
- Algo que você sabe (por exemplo, senha)
- Algo que você possui (por exemplo, um token de hardware)
- Algo que você é (por exemplo, biométrico)
Mas Ajay apresentou hoje argumentos convincentes a favor da autenticação: a biometria facial pode atender a múltiplos fatores em uma única interação. Como as pessoas carregam naturalmente seu rosto e são, por si só, seu rosto, uma única interação biométrica — desde que seja verificada a autenticidade do rosto — pode substituir a necessidade de OTPs complicados ou tokens de hardware.
“Estamos entrando em uma fase em que não precisamos mais escolher entre conveniência e segurança. Com a pilha biométrica certa, podemos ter as duas coisas.”
Dispositivos de consumo como portas de acesso corporativas
Ajay também contestou a suposição de que a biometria voltada para o consumidor seja “suficientemente boa” para a segurança corporativa. Ferramentas como o Face ID e o Windows Hello oferecem conveniência, mas muitas vezes carecem de verificação inicial de identidade — deixando os sistemas vulneráveis a acessos atribuídos indevidamente.
Qual é a principal recomendação de Ajay? Baseie sua cadeia de autenticação em um processo confiável de cadastro biométrico desde o início. Sem isso, mesmo um sistema sofisticado de reconhecimento facial pode se tornar um ponto fraco.
Da feira comercial à identidade confiável
O Identiverse 2025 foi um forte lembrete de que a biometria não é mais coisa de ficção científica — ela é fundamental para a forma como protegemos nossos mundos digital e físico. A conversa e a perspectiva de Ajay e Adrian nos mostraram não apenas de onde a tecnologia veio, mas também para onde ela está indo:
- Segurança sem complicações que os usuários realmente apreciam
- Identidade confiável tanto no mundo digital quanto no físico
- Defesa proativa contra deepfakes e falsificação de identidade
À medida que a identidade se torna o novo perímetro, soluções biométricas como as desenvolvidas pela Aware estão definindo o padrão para o que significa saber de verdade quem está online.
Assista ao podcast completo aqui para saber mais.